A visão do uso do Rádio como meio de difusão da educação, surgiu através de projetos ligados ao Rádio e à TV, geralmente, num trabalho em conjunto. A tentativa era fazer com que os dois meios, efetivamente, fossem capazes de vencer as distâncias territoriais gigantescas do Brasil e que exercessem um papel verdadeiramente educativo. A falta de recursos financeiros para criar um estúdio de rádio não é impedimento para criação das rádios escolas, pois poucos equipamentos são necessários para montar um estúdio de rádio, que vai motivar a garotada a aprender uma nova linguagem. As unidades escolares possuem realidades diferentes e por isso o projeto é planejado e desenvolvido respeitando cada uma delas. A programação que vai ao ar e toda organização para efetivar o projeto da rádio na escola é de responsabilidade dos participantes do projeto. Os alunos passam a ver o rádio não só como uma forma de entretenimento, mas também como um prestador de serviços que forma opinião e informa. Vários projetos podem ser trabalhados dentro da rádio escola, pois ela corresponde a uma poderosa interface de comunicação que possibilita aprimorar o conhecimento e a interação entre alunos, professores e toda comunidade escolar. Aprender a utilizar o rádio como elemento integrado ao cotidiano escolar e a outras mídias potencializará o trabalho do professor e estimulará a autoria dos alunos. A rádio na escola poderá desenvolver diversas habilidades e competências como a pratica da leitura, a escrita, a oralidade, produção de texto a ser trabalhado em cada programa, além da socialização, interação e conseqüentemente, a valorização do ser humano enquanto cidadão crítico e participativo da vida em sociedade. O Rádio na escola vai entreter e também servir de recurso didático para apresentação e divulgação de trabalhos e atividades desenvolvidas pela comunidade escolar. Além disso, com a exploração do rádio no processo educativo, o educando e o educador, juntos, terão a oportunidade de planejar e realizar uma significativa atividade social, ao disseminar cultura, construir conhecimento, ampliar horizontes, se comunicar, se expressar, enfim, haverá maior interação entre a a escola e a comunidade onde ela encontra-se inserida. Existem vários tipos de veiculação da rádio no ambiente escolar tais como: Rádio pátio: é a difusão dos programas de rádio via caixas de som, podem ser espalhados pelo pátio, corredores, salas de aula. Editores de som: através da associação do uso computador conectado à mesas de som, os programas produzidos são gravados no formato de CD`s de áudio. Assim, os programas podem ser veiculados em salas de aula ou em outros espaços, através do uso de aparelhos de som portáteis. Web: através de “streaming”, que são programas que fazem a transmissão de dados de áudio e vídeo pela internet. Desta maneira, a rádio escolar ganha o status de webradio, que ao ter o seu endereço divulgado, poderá ser ouvida por outros estudantes não só do Braisl, mas também do mundo. PODCASTS: consistem em índices cronológicos ou remissivos dos arquivos de áudio, que podem ser ouvidos através de programas próprios (os agregadores ou podcatchers) ou baixados para download. Transmissão por FM: é uma possibilidade que exige maior poder aquisitivo, necessita da aquisição de equipamentos de transmissão, na qual a rádio escolar poderá ser acessada por FM, no modelo das rádios comunitárias. No contexto educacional, não se deve fazer uso da rádio apenas para criar momentos de entretenimento e lazer na hora do recreio, tocando músicas ou dizendo recadinhos aos colegas. A rádio na escola deve ir além disso, construindo propostas de cidadania engajando os alunos em projetos de colaboração para a melhoria das relações entre as pessoas, que discutam questões ligadas a construção do projeto de vida, sexualidade, saúde, meio ambiente, discriminação, etc. Uma emissora de rádio dentro de um ambiente escolar funciona como um elemento potencializador do processo de ensino-aprendizagem, pois pode promover a participação de todos. O uso de rádio na educação estimula a reflexão e a transformação social.
Aqui você encontra:
O que é o projeto;
Metodologia;
Como se organiza;
O que possibilita;
Material didático;
Repercursão;
Exemplos de algumas cidades do Estado de São Paulo, que já está operando a Rádio Escola.
Blog onde encontra-se orientações relacionadas a oficinas de rádio escola.
FALA USADA NA RÁDIO.......
Bom dia, amigo ouvinte. São exatamente 9 horas. Começa agora mais um programa da Rádio Escola, com música e notícia para você." Uma programação como essa poderia animar o recreio na sua escola.
Para isso, acredite, não é necessário um grande estúdio. Um kit básico (veja quadro ao lado) já é suficiente para a turma divertir os colegas no intervalo e aprender um bocado sobre esse meio de comunicação. "Os alunos passam a ver o rádio não só como uma forma de entretenimento, mas também como um prestador de serviços que forma opinião e informa," explica Miriam Ramos, professora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), de São Paulo.
As funções que os estudantes envolvidos num projeto como esse têm a desempenhar são várias. "As pessoas, de modo geral, pensam que o locutor fala tudo de improviso", conta Miriam. Não é bem assim. A programação que vai ao ar é resultado do trabalho da equipe de produção. Marcar entrevistas, escolher as músicas e transformar o que está publicado nos jornais em notícia falada são algumas das tarefas. Vale destacar o aprendizado com a linguagem empregada nos programas: ela tem de ser objetiva, rápida, dinâmica e popular. "No rádio, a fala é parecida com a nossa", lembra Miriam.
O tempo é precioso
Uma rádio que se presa precisa de um bom nome. Batizada a emissora da escola, o próximo passo é determinar o formato da programação. Serão noticiários, musicais, humorísticos? Em um programa de variedades de 15 minutos, por exemplo, podem ser reservados dois para as notícias, cinco para músicas e um para o intervalo comercial. Na segunda parte, entram uma entrevista de três minutos e um de prestação de serviço — com divulgação de eventos, achados e perdidos e recados. O tempo restante é preenchido com mais música.
Para incrementar a produção, o ideal é criar algumas vinhetas. Uma com o nome da rádio e outras com os títulos dos diversos programas. A apresentação fica por conta de um casal. Vozes diferentes tornam a locução dinâmica. "Uma entrevista, por mais interessante que seja o personagem ouvido, não pode durar meia hora," orienta Miriam. "Para dar ritmo, uma saída é entremear conversa com música e falas de ouvintes."
A Escola Estadual Dom Miguel Kruse, de São Paulo, montou o seu estúdio em 2002. O objetivo era substituir a correria típica da hora do recreio por músicas e notícias. Depois de fazer uma análise minuciosa de qualidade e preço, a direção comprou alguns aparelhos. No ano seguinte, os integrantes do grêmio estudantil, sob a supervisão dos coordenadores pedagógicos, assumiram a Rádio Kruse. Agora, todos os dias, na hora do intervalo, a garotada executa as músicas pedidas pelos demais estudantes, manda recados apaixonados e aproveita para divulgar os eventos da comunidade e os projetos da instituição. "O intervalo ficou mais agradável e tranqüilo", comemora a diretora Angela Reis Lombardi.
Um estúdio modelo
"Para montar uma rádio, basta providenciar um microsystem com entrada para microfone e as caixas acústicas", garante Pedro Mourão, diretor da escola de música Domus. Para que o som chegue aos ouvintes, contrate um eletricista para cuidar da instalação. Esse profissional vai determinar a quantidade e os tipos de fios necessários e os melhores lugares para as caixas. A Escola Estadual Dom Miguel Kruse tem um equipamento mais completo. Confira quais os aparelhos adquiridos pela direção e os preços:
Mesa de som e potência As duas funcionam juntas. Nelas são conectados o microsystem, o microfone, os fones de ouvido e o radiogravador. Dependendo da quantidade de canais, admitem mais equipamentos, como toca-discos e toca-CD. Dali sai também a fiação para as caixas de som. Tanto uma mesa de oito canais quanto a potência custam entre 370 e 590 reais cada uma.
Microsystem É composto de toca-CDs, rádio e toca-fitas e possui uma entrada para microfone. Ele serve para reproduzir os sons e viabiliza a gravação em fita cassete do que não pode entrar ao vivo, como os spots e as vinhetas. Custa cerca de 800 reais.
Fone de ouvido O fone de ouvido (cerca de 40 reais) dá o retorno do som que está sendo executado. Se o estúdio é longe do pátio, quem comanda a mesa tem de saber quando uma música termina para colocar a próxima. As caixas de som do microsystem podem substituí-lo se colocadas dentro do estúdio.
Caixa acústica Um sistema de alto-falantes instalado no pátio reproduz o que está sendo veiculado no estúdio. Um conjunto de quatro caixas de 100 watts é o ideal para um espaço onde cabem 100 pessoas. Cada uma custa cerca de 420 reais.
Radiogravador É um aparelho acessório. Seu uso é alternado com o do microsystem. Enquanto um é utilizado, é possível preparar a próxima fita ou o CD que será executado. Custa aproximadamente 250 reais.
Microfone Serve para captar as vozes e custa entre 80 e 110 reais.
Linguagem radiofônica
Os iniciantes no mundo do rádio vão entrar em contato com uma linguagem peculiar. Traduzimos aqui alguns dos jargões mais comuns e explicamos a função de cada recurso. Assinatura - É composta pelo nome e pelo slogan do programa. É veiculada no começo da programação ou no final de um bloco. Por exemplo, "Jornal Escola, notícias quentes sobre educação". BG - As iniciais vêm da palavra inglesa background, que significa fundo — no caso do rádio, feito pela música. A regra de utilização do BG é simples. Quando entra a fala do apresentador do programa ou do entrevistado, o volume da música abaixa para não competir com as vozes. Quando o tema do programa é alegre, músicas com ritmo acelerado podem ser colocadas de fundo. Já os mais sérios pedem uma trilha calma. Créditos - Relação com o nome de todos os que participaram da produção, da locução e da apresentação do programa. São lidos no final. Lauda - É uma folha de papel A4, onde consta a programação. O texto deve ser claro, sem rasuras e com um bom espaço entre as linhas. É digitada ou datilografada em letras maiúsculas para facilitar a leitura. Todos os participantes (locutor, apresentador, produtor e técnico de som) devem ter uma cópia. Spot - Pode ser um comercial ou uma mensagem institucional e tem a duração de 15 a 30 segundos. Os spots institucionais têm a função de chamar o ouvinte para a programação da rádio. Os dois tipos têm uma música instrumental de fundo e são sempre gravados.
**O que é o projeto:**
As funções que os estudantes envolvidos num projeto como esse desempenham são muitas. Não só a programação que vai ao ar mas toda organização para efetivar o projeto da rádio na escola é responsabilidade do grupo de alunos participantes do projeto. Definir o nome, o logotipo, a vinheta, o formato da programação e os temas desenvolvidos nele é resultado do trabalho de toda equipe. Marcar entrevistas, escolher as músicas, selecionar notícias, buscar informações da escola e comunidade, fazer o marketing do programa, envolver toda escola, gravar, editar e veicular o programa são mais algumas das tarefas. Vale destacar o aprendizado com a linguagem empregada nos programas: ela tem de ser objetiva, rápida, dinâmica e popular.
Um dos desafios impostos às instituições educativas é mediar a influência que a mídia exerce na formação da subjetividade de crianças e adolescentes. Sabe-se que ainda hoje o processo de apropriação e trato crítico dessas mídias no âmbito escolar é frágil. Foi no intuito de desenvolver uma proposta que pudesse contemplar a apropriação da mídia de maneira critica e criativa que incluímos o projeto radio escolar na proposta de Mídia Educação e Cidadania no NTE e a desenvolvemos junto com professores e alunos em escolas do município de Florianópolis.
Como se organiza:
As unidades escolares possuem realidades diferentes e por isso o projeto é planejado e desenvolvido respeitando cada uma delas. A rádio nasce com a iniciativa e desejo da unidade escolar. A formação com os professores e alunos na escola é uma das ações do NTE. A assessoria para os alunos e professores envolvidos no projeto acontece até o momento que o grupo escolar achar necessário.
Equipamentos utilizados:
A falta de recursos financeiros para criar um estúdio de rádio não são impedimento para criação das rádios nas nossas escolas. Começamos utilizando o ambiente e os computadores já existentes nas salas informatizadas, microfones simples dos computadores, o programa de edição de áudio (Audacity) e um servidor para alojar os programas.
O passo seguinte é encontrar um local na escola que possa ser usado como estúdio de gravação. Este espaço pode ser forrado com caixas de ovos pelos próprios alunos, alocado um computador da própria escola com microfone e editor de áudio e um programa de transferência de dados e pronto, está criado um local próprio para produção dos programas com poucos recursos.
Os próximos passos são de aprimoramento do estúdio de acordo com os recursos financeiros disponíveis.
Editor de áudio:
Utilizamos o Audacity por ser um editor de áudio livre e fácil de usar!
O Audacity é um programa livre e gratuito, de código fonte aberto, para edição de áudio digital. Está disponível para Mac OS X, Microsoft Windows, GNU/Linux e outros sistemas operacionais.
Saiba mais e instale:
NA MIDIA: Leia a reportagem no Jornal Notícias do Dia de 26 de setembro de 2008: Radio Escola: Emissoras on-line mudam rotina em três escolas públicas de Florianópolis
Entrevista cedida à Rádio Guarujá no dia 21/09/08 Projeto Rádio Escola
Carlos Damião, coordenador de Radiojornalismo da Rádio Guarujá e apresentador do programa Revista Guarujá, entrevista a professora e multiplicadora do Núcleo de Tecnologia Educacional da Prefeitura de Florianópolis, Suleica Fernanda Biesdorf Kretzer.
O programa Revista Guarujá é transmitido em ondas médias (1420 kHz e em ondas curtas (5980 kHz) todos dos sábados no horário das 11h00 ao meio dia.
A professora Suleica é graduada em Pedagogia pela UFSC, Especialista em Alfabetização pela UDESC e Especialista em Gestão de Tecnologias Educacionais pela UDESC/MEC. Atualmente integra a equipe do Núcleo de Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação do Município de Florianópolis.
Gravação: Andrey Silva. Edição: Caros Ouvintes. Ouça o Áudio Apresentação do projeto no Fisl9.0 em abril de 2208 O projeto “Os protagonistas somos nós: produzindo rádio escolar utilizando o audacity” desenvolvido em 2007 foi apresentado no Fisl9.0 (Fórum Internacional de Software Livre) em Porto Alegre nos dias 17, 18 e 19 de abril de 2008. O trabalho foi apresentado pelas educadoras Suleica Fernanda Biesdorf Kretzer, assessora pedagógica do NTE e Rosimar José, coordenadora da sala informatizada na EBM Osvaldo Machado (primeira escola participante do projeto rádio escolar).
Portal do Professaor
A visão do uso do Rádio como meio de difusão da educação, surgiu através de projetos ligados ao Rádio e à TV, geralmente, num trabalho em conjunto. A tentativa era fazer com que os dois meios, efetivamente, fossem capazes de vencer as distâncias territoriais gigantescas do Brasil e que exercessem um papel verdadeiramente educativo.
A falta de recursos financeiros para criar um estúdio de rádio não é impedimento para criação das rádios escolas, pois poucos equipamentos são necessários para montar um estúdio de rádio, que vai motivar a garotada a aprender uma nova linguagem.
As unidades escolares possuem realidades diferentes e por isso o projeto é planejado e desenvolvido respeitando cada uma delas.
A programação que vai ao ar e toda organização para efetivar o projeto da rádio na escola é de responsabilidade dos participantes do projeto. Os alunos passam a ver o rádio não só como uma forma de entretenimento, mas também como um prestador de serviços que forma opinião e informa.
Vários projetos podem ser trabalhados dentro da rádio escola, pois ela corresponde a uma poderosa interface de comunicação que possibilita aprimorar o conhecimento e a interação entre alunos, professores e toda comunidade escolar.
Aprender a utilizar o rádio como elemento integrado ao cotidiano escolar e a outras mídias potencializará o trabalho do professor e estimulará a autoria dos alunos.
A rádio na escola poderá desenvolver diversas habilidades e competências como a pratica da leitura, a escrita, a oralidade, produção de texto a ser trabalhado em cada programa, além da socialização, interação e conseqüentemente, a valorização do ser humano enquanto cidadão crítico e participativo da vida em sociedade.
O Rádio na escola vai entreter e também servir de recurso didático para apresentação e divulgação de trabalhos e atividades desenvolvidas pela comunidade escolar.
Além disso, com a exploração do rádio no processo educativo, o educando e o educador, juntos, terão a oportunidade de planejar e realizar uma significativa atividade social, ao disseminar cultura, construir conhecimento, ampliar horizontes, se comunicar, se expressar, enfim, haverá maior interação entre a a escola e a comunidade onde ela encontra-se inserida.
Existem vários tipos de veiculação da rádio no ambiente escolar tais como:
Rádio pátio: é a difusão dos programas de rádio via caixas de som, podem ser espalhados pelo pátio, corredores, salas de aula.
Editores de som: através da associação do uso computador conectado à mesas de som, os programas produzidos são gravados no formato de CD`s de áudio. Assim, os programas podem ser veiculados em salas de aula ou em outros espaços, através do uso de aparelhos de som portáteis.
Web: através de “streaming”, que são programas que fazem a transmissão de dados de áudio e vídeo pela internet. Desta maneira, a rádio escolar ganha o status de webradio, que ao ter o seu endereço divulgado, poderá ser ouvida por outros estudantes não só do Braisl, mas também do mundo.
PODCASTS: consistem em índices cronológicos ou remissivos dos arquivos de áudio, que podem ser ouvidos através de programas próprios (os agregadores ou podcatchers) ou baixados para download.
Transmissão por FM: é uma possibilidade que exige maior poder aquisitivo, necessita da aquisição de equipamentos de transmissão, na qual a rádio escolar poderá ser acessada por FM, no modelo das rádios comunitárias.
No contexto educacional, não se deve fazer uso da rádio apenas para criar momentos de entretenimento e lazer na hora do recreio, tocando músicas ou dizendo recadinhos aos colegas. A rádio na escola deve ir além disso, construindo propostas de cidadania engajando os alunos em projetos de colaboração para a melhoria das relações entre as pessoas, que discutam questões ligadas a construção do projeto de vida, sexualidade, saúde, meio ambiente, discriminação, etc.
Uma emissora de rádio dentro de um ambiente escolar funciona como um elemento potencializador do processo de ensino-aprendizagem, pois pode promover a participação de todos. O uso de rádio na educação estimula a reflexão e a transformação social.
Aqui você encontra:
O que é o projeto;
Metodologia;
Como se organiza;
O que possibilita;
Material didático;
Repercursão;
Exemplos de algumas cidades do Estado de São Paulo, que já está operando a Rádio Escola.
Blog de Oficinas para Rádios
Rádio, Vídeo, Jornal, Internet e Design
Blog onde encontra-se orientações relacionadas a oficinas de rádio escola.
FALA USADA NA RÁDIO.......
Bom dia, amigo ouvinte. São exatamente 9 horas. Começa agora mais um programa da Rádio Escola, com música e notícia para você." Uma programação como essa poderia animar o recreio na sua escola.
Para isso, acredite, não é necessário um grande estúdio. Um kit básico (veja quadro ao lado) já é suficiente para a turma divertir os colegas no intervalo e aprender um bocado sobre esse meio de comunicação. "Os alunos passam a ver o rádio não só como uma forma de entretenimento, mas também como um prestador de serviços que forma opinião e informa," explica Miriam Ramos, professora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), de São Paulo.
As funções que os estudantes envolvidos num projeto como esse têm a desempenhar são várias. "As pessoas, de modo geral, pensam que o locutor fala tudo de improviso", conta Miriam. Não é bem assim. A programação que vai ao ar é resultado do trabalho da equipe de produção. Marcar entrevistas, escolher as músicas e transformar o que está publicado nos jornais em notícia falada são algumas das tarefas. Vale destacar o aprendizado com a linguagem empregada nos programas: ela tem de ser objetiva, rápida, dinâmica e popular. "No rádio, a fala é parecida com a nossa", lembra Miriam.
O tempo é precioso
Uma rádio que se presa precisa de um bom nome. Batizada a emissora da escola, o próximo passo é determinar o formato da programação. Serão noticiários, musicais, humorísticos? Em um programa de variedades de 15 minutos, por exemplo, podem ser reservados dois para as notícias, cinco para músicas e um para o intervalo comercial. Na segunda parte, entram uma entrevista de três minutos e um de prestação de serviço — com divulgação de eventos, achados e perdidos e recados. O tempo restante é preenchido com mais música.
Para incrementar a produção, o ideal é criar algumas vinhetas. Uma com o nome da rádio e outras com os títulos dos diversos programas. A apresentação fica por conta de um casal. Vozes diferentes tornam a locução dinâmica. "Uma entrevista, por mais interessante que seja o personagem ouvido, não pode durar meia hora," orienta Miriam. "Para dar ritmo, uma saída é entremear conversa com música e falas de ouvintes."
A Escola Estadual Dom Miguel Kruse, de São Paulo, montou o seu estúdio em 2002. O objetivo era substituir a correria típica da hora do recreio por músicas e notícias. Depois de fazer uma análise minuciosa de qualidade e preço, a direção comprou alguns aparelhos. No ano seguinte, os integrantes do grêmio estudantil, sob a supervisão dos coordenadores pedagógicos, assumiram a Rádio Kruse. Agora, todos os dias, na hora do intervalo, a garotada executa as músicas pedidas pelos demais estudantes, manda recados apaixonados e aproveita para divulgar os eventos da comunidade e os projetos da instituição. "O intervalo ficou mais agradável e tranqüilo", comemora a diretora Angela Reis Lombardi.
Um estúdio modelo
"Para montar uma rádio, basta providenciar um microsystem com entrada para microfone e as caixas acústicas", garante Pedro Mourão, diretor da escola de música Domus. Para que o som chegue aos ouvintes, contrate um eletricista para cuidar da instalação. Esse profissional vai determinar a quantidade e os tipos de fios necessários e os melhores lugares para as caixas. A Escola Estadual Dom Miguel Kruse tem um equipamento mais completo. Confira quais os aparelhos adquiridos pela direção e os preços:
Mesa de som e potência As duas funcionam juntas. Nelas são conectados o microsystem, o microfone, os fones de ouvido e o radiogravador. Dependendo da quantidade de canais, admitem mais equipamentos, como toca-discos e toca-CD. Dali sai também a fiação para as caixas de som. Tanto uma mesa de oito canais quanto a potência custam entre 370 e 590 reais cada uma.
Microsystem É composto de toca-CDs, rádio e toca-fitas e possui uma entrada para microfone. Ele serve para reproduzir os sons e viabiliza a gravação em fita cassete do que não pode entrar ao vivo, como os spots e as vinhetas. Custa cerca de 800 reais.
Fone de ouvido O fone de ouvido (cerca de 40 reais) dá o retorno do som que está sendo executado. Se o estúdio é longe do pátio, quem comanda a mesa tem de saber quando uma música termina para colocar a próxima. As caixas de som do microsystem podem substituí-lo se colocadas dentro do estúdio.
Caixa acústica Um sistema de alto-falantes instalado no pátio reproduz o que está sendo veiculado no estúdio. Um conjunto de quatro caixas de 100 watts é o ideal para um espaço onde cabem 100 pessoas. Cada uma custa cerca de 420 reais.
Radiogravador É um aparelho acessório. Seu uso é alternado com o do microsystem. Enquanto um é utilizado, é possível preparar a próxima fita ou o CD que será executado. Custa aproximadamente 250 reais.
Microfone Serve para captar as vozes e custa entre 80 e 110 reais.
Linguagem radiofônica
Os iniciantes no mundo do rádio vão entrar em contato com uma linguagem peculiar. Traduzimos aqui alguns dos jargões mais comuns e explicamos a função de cada recurso. Assinatura - É composta pelo nome e pelo slogan do programa. É veiculada no começo da programação ou no final de um bloco. Por exemplo, "Jornal Escola, notícias quentes sobre educação". BG - As iniciais vêm da palavra inglesa background, que significa fundo — no caso do rádio, feito pela música. A regra de utilização do BG é simples. Quando entra a fala do apresentador do programa ou do entrevistado, o volume da música abaixa para não competir com as vozes. Quando o tema do programa é alegre, músicas com ritmo acelerado podem ser colocadas de fundo. Já os mais sérios pedem uma trilha calma. Créditos - Relação com o nome de todos os que participaram da produção, da locução e da apresentação do programa. São lidos no final. Lauda - É uma folha de papel A4, onde consta a programação. O texto deve ser claro, sem rasuras e com um bom espaço entre as linhas. É digitada ou datilografada em letras maiúsculas para facilitar a leitura. Todos os participantes (locutor, apresentador, produtor e técnico de som) devem ter uma cópia. Spot - Pode ser um comercial ou uma mensagem institucional e tem a duração de 15 a 30 segundos. Os spots institucionais têm a função de chamar o ouvinte para a programação da rádio. Os dois tipos têm uma música instrumental de fundo e são sempre gravados.
Radio Escola - MDP
No Ar... a Rádio dos Alunos
Poucos equipamentos são necessários para montar um estúdio de rádio, que vai motivar a garotada a aprender uma nova linguagem.
O que é o projeto
Como se organiza
Equipamentos Utilizados
Editor de ÁudioNa mídia
Escolas desenvolvendo o projeto
Projeto NTE
**O que é o projeto:**
As funções que os estudantes envolvidos num projeto como esse desempenham são muitas. Não só a programação que vai ao ar mas toda organização para efetivar o projeto da rádio na escola é responsabilidade do grupo de alunos participantes do projeto. Definir o nome, o logotipo, a vinheta, o formato da programação e os temas desenvolvidos nele é resultado do trabalho de toda equipe. Marcar entrevistas, escolher as músicas, selecionar notícias, buscar informações da escola e comunidade, fazer o marketing do programa, envolver toda escola, gravar, editar e veicular o programa são mais algumas das tarefas. Vale destacar o aprendizado com a linguagem empregada nos programas: ela tem de ser objetiva, rápida, dinâmica e popular.
Um dos desafios impostos às instituições educativas é mediar a influência que a mídia exerce na formação da subjetividade de crianças e adolescentes. Sabe-se que ainda hoje o processo de apropriação e trato crítico dessas mídias no âmbito escolar é frágil. Foi no intuito de desenvolver uma proposta que pudesse contemplar a apropriação da mídia de maneira critica e criativa que incluímos o projeto radio escolar na proposta de Mídia Educação e Cidadania no NTE e a desenvolvemos junto com professores e alunos em escolas do município de Florianópolis.
Alunos planejando... pesquisando...
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gravando...editando...
organizando...
Oficina com professores
Muito aprendizado e muita diversão
Como se organiza:
As unidades escolares possuem realidades diferentes e por isso o projeto é planejado e desenvolvido respeitando cada uma delas. A rádio nasce com a iniciativa e desejo da unidade escolar. A formação com os professores e alunos na escola é uma das ações do NTE. A assessoria para os alunos e professores envolvidos no projeto acontece até o momento que o grupo escolar achar necessário.
Equipamentos utilizados:
A falta de recursos financeiros para criar um estúdio de rádio não são impedimento para criação das rádios nas nossas escolas. Começamos utilizando o ambiente e os computadores já existentes nas salas informatizadas, microfones simples dos computadores, o programa de edição de áudio (Audacity) e um servidor para alojar os programas.
O passo seguinte é encontrar um local na escola que possa ser usado como estúdio de gravação. Este espaço pode ser forrado com caixas de ovos pelos próprios alunos, alocado um computador da própria escola com microfone e editor de áudio e um programa de transferência de dados e pronto, está criado um local próprio para produção dos programas com poucos recursos.
Os próximos passos são de aprimoramento do estúdio de acordo com os recursos financeiros disponíveis.
Editor de áudio:
Utilizamos o Audacity por ser um editor de áudio livre e fácil de usar!
O Audacity é um programa livre e gratuito, de código fonte aberto, para edição de áudio digital. Está disponível para Mac OS X, Microsoft Windows, GNU/Linux e outros sistemas operacionais.
Saiba mais e instale:
NA MIDIA:
Leia a reportagem no Jornal Notícias do Dia de 26 de setembro de 2008:
Radio Escola: Emissoras on-line mudam rotina em três escolas públicas de Florianópolis
Entrevista cedida à Rádio Guarujá no dia 21/09/08
Projeto Rádio Escola
Carlos Damião, coordenador de Radiojornalismo da Rádio Guarujá e apresentador do programa Revista Guarujá, entrevista a professora e multiplicadora do Núcleo de Tecnologia Educacional da Prefeitura de Florianópolis, Suleica Fernanda Biesdorf Kretzer.
O programa Revista Guarujá é transmitido em ondas médias (1420 kHz e em ondas curtas (5980 kHz) todos dos sábados no horário das 11h00 ao meio dia.
A professora Suleica é graduada em Pedagogia pela UFSC, Especialista em Alfabetização pela UDESC e Especialista em Gestão de Tecnologias Educacionais pela UDESC/MEC. Atualmente integra a equipe do Núcleo de Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação do Município de Florianópolis.
Gravação: Andrey Silva. Edição: Caros Ouvintes.
Ouça o Áudio
Apresentação do projeto no Fisl9.0 em abril de 2208
O projeto “Os protagonistas somos nós: produzindo rádio escolar utilizando o audacity” desenvolvido em 2007 foi apresentado no Fisl9.0 (Fórum Internacional de Software Livre) em Porto Alegre nos dias 17, 18 e 19 de abril de 2008. O trabalho foi apresentado pelas educadoras Suleica Fernanda Biesdorf Kretzer, assessora pedagógica do NTE e Rosimar José, coordenadora da sala informatizada na EBM Osvaldo Machado (primeira escola participante do projeto rádio escolar).
ESCOLAS QUE ESTÃO DESENVOLVENDO O PROJETO DE RÁDIO:
**__Escola Básica Municipal Osvaldo Machado – Ponta das Canas__RadiOM** “a voz dos alunos”
Ouça AQUI o primeiro programa produzido pelos alunos. Outros programas no site da escola.
**__Escola Básica Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes - Campeche__**Rádio Brigadeiro “o doce é cuidar do Campeche”
Ouça AQUI o primeiro programa produzindo pelos alunos. Outros programas no site da escola.
**__Escola Básica Municipal José Amaro Cordeiro – Morro das Pedras__**Rádio MDP
Blog da RádioMDP
Vídeo de apresentação do Projeto na Escola – O Processo
Ouça AQUI o primeiro programa produzido pelos alunos.
**__Escola Básica Municipal Batista Pereira – Ribeirão da Ilha__**
Rádio MIX
Escola Básica Municipal Luiz Cândido da Luz – Vargem do Bom Jesus
Conexão LCL
**//Voltar//**
Plante essa idéia na sua escola. Leia o projeto e entre em contato conosco.
**PROJETO “Rádio na escola”**
Transcrito pelo Prof. Multiplicador: Douglas Paschoaletto
dia 10/11/2008 - N.T.E.